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27.9.11

a história entre mim e a geometria.

estou seriamente a ponderar mandá-la para dentro de uma arrecadação e nunca mais de lá a tirar. já estou com ela pelos cabelos, só para que saibam.

17.7.11

today i sware i'm not doing anything

também gostava de ter um cão para o levar a passear nestes dias de verão, ao pôr-do-sol; também gostava de, também ao pôr-do-sol, ir dar um pequeno passei antes/depois de jantar, espairecer as ideias, olhar para o horizonte e a pensar na vida. é por isso que eu gosto tanto de Salto, e deste tempo de verão. mas só e apenas em Salto. nem vejo a hora de daqui sair!
hoje fui à praia e soube-me bastante bem, e queria muito fazer um post muito random, mas estou demasiado cansada. no entanto consegui numa só frase usar três advérbios de quantidade: bastante, muito e demasiado. a minha ortografia está a surpreender-me.

13.7.11

some want to kiss, some want to kick you

entro em transe cada vez que a MTV decide passar videoclips dos arctic monkeys ou entrevistas com a crying lightning ou a brianstorm de fundo a estas horas. e depois começo a entrar em paranóia por saber que amanhã por estas horas estou a chorar rios porque perdi o melhor concerto de sempre. bem, pelo menos, espero eu, vou vê-lo de casa... e chorar rios na mesma, portanto irá tudo dar ao mesmo. 

27.6.11

estamos juntos

Ao fim de meses e meses sem enfrentar uma grande caixa branca que se encontrava a fitar-me, à espera que de mim saíssem palavras e se formassem frases, hoje voltei a pegar nessa mesma caixa branca. E vou escrever. Vou escrever por ti.
Até aqui não passavas de apenas um membro da banda que, praticamente, cresceu comigo. A banda que fez questão de estar a meu lado e me acompanhar durante largos anos. Nunca foste "aquele", o tal a quem eu chamava de ídolo ou membro favorito. O que é certo é que não é necessário eu te nomear de tal para o sentir. Toda esta situação acendeu em mim um carinho especial, me relembrou de como tudo começou, de todos os momentos, de como me trataste da primeira vez que estive contigo, da nossa foto, do teu sorriso... Eu nem quero pôr na cabeça o pior, não quero mesmo, porque quem acredita, acredita sempre. E eu acredito. Acredito que a nossa corrente de luz, o terço que carrego no meu pulso há dois dias e todas as rezas feitas por todos os fãs, amigos e familiares te irão trazer de volta às nossas vidas. Acredito que esse teu sorriso que, realmente, encanta, irá brilhar ainda mais. Eu não duvido, eu não deixo de acreditar porque, acima de tudo, estamos juntos. A minha vela, que começou praticamente apagada e me encheu de pavor, com medo de que fosse algum tipo de sinal, acendeu-se subitamente quando li a noticia de que tinhas respirado sem as máquinas e reagido às visitas. E o meu terço encontrar-se-há no meu pulso até estar tudo totalmente bem. Até que todos possamos respirar de alívio.
Só te desejo as maiores forças, tu sabes que estamos todos, todos mesmo, presentes no teu coração neste momento. Com toda a nossa força, iremos conseguir. Porque tu és o nosso Angie, és o nosso Angel, e nós estaremos aqui à tua espera. Sempre.


12.2.11


enquanto espero pelo meu crepe maravilhoso com gelado de nata, decidi vir aqui chatear as teclas do computador da minha mãe. não, por acaso já tinha tido esta ideia, vieram-me perguntar mesmo agora se eu queria um crepe e eu obviamente que aceitei. quando ele chegar eu paro de escrever, prometo.
ora. tenho andado numa fase que nem tem descrição possível. não, não é uma fase má. é só confusa. primeiro não sei o que fazer à minha vida. depois de muito chatear as pessoas, e andar muito confusa, e chatear as pessoas outra vez, tomei a minha decisão. para o ano vou tomar rumo a artes visuais. agora não sei bem o que seguirei depois, mas encontrei aqui um curso muito lindo, que é design de comunicação. acho que é a minha cara. tem tudo o que eu quero. tirando jornalismo/turismo, mas isso pronto. a minha mãe já me deu na cabeça que eu mesmo se quiser mudar não posso armar-me em irresponsável e descer as minhas notas. sim, eu não quero fazer isso, talvez para o ano assim até se me apetecer anular algumas... mas oh, se as minhas duas disciplinas base não vou precisar delas, de que me vale andar aqui a marrar? especialmente economia. matemática desisti, já. vou só fazer o meu mínimo esforço. mas ainda economia, hoje, oh, passei a tarde toda a fazer "resumos" dos objectivos para o teste e não me apetece amanhã começar a estuda-los. em vez disso apetece-me ir à última semana dos saldos. ai que me apetece tanto. levem-me. quero comprar colares. aneis. brincos. tops. uma gabardine. calções. calças. quero comprar tudo. ah, sim, podem também oferecer-me dinheiro para comprar chocolates. e nutella, e isso tudo. sabia tão bem. gostava tanto de ter menos uns 5/6kg para puder comer todas essas porcarias maravilhosas que me fazem tão bem ao estado de espírito. por falar em comprar! estou tão fucking ansiosa por me darem o crédito para eu comprar o meu sony vaio lindo e o meu nokia c3, ai que lindo. 
seguindo a ordem cronológica (nada cronológica, só lógica), quando tiver o meu sony lindo, vou mudar o visual a isto. vou armar-me em not-hipster e fazer qualquer coisa engraçada de se ver. estou ansiosa que cheguem as férias. pelos vistos acho que vou a frança, de carro, mas vai ser a coisa mais linda deste mundo. vou ter descanço, opá. e quero o verão! quero comprar as coisas para me mudar para artes, quero vestir roupa fresca, comprar calções, vestir-me muito miley, passar dias e noites sentada na cama a comer chocolates e a ver séries e filmes. a minha vida vai ser linda. 

3.1.11

passou como o vento

e foi há um ano. um ano! há um ano que eu estava deitada na minha cama, era meia noite e vinte e chorei desalmadamente um bom bocado, até finalmente adormecer. tudo por causa de apenas uma coisinha.




és muito lindo, sabias? parecendo que não, eu gosto muito de ti. esqueço-me de muita coisa, mas de ti, nunca.

11.12.10

i'm a freak bi†ch, baby

 

chorei baba e ranho (nem por isso) por não ter conseguido ir. dinheiro na carteira, máquina fotográfica dentro da mala, boleia pronta, tinha tudo preparado. viro-me para o pavilhãoatlântico.pt e pergunto "ainda tens bilhetes para me fazeres feliz, fofinho?", ao que ele responde muito rudemente "não, estamos esgotados, tivesses comprado mais cedo". a partir daí vou só deitar veneno pelos olhos e rogar uma praga aos little monsters que me tiraram o meu rico bilhete.

4.12.10

formigas no estômago

já começam a saltitar cá por mim a dentro. pensava que ia passar um dia muito normal e só à noite, mesmo à noitinha, mesmo em cima da hora do acontecimento, ia começar a fervilhar uma pequena ansiedade dentro de mim. mas infelizmente enganei-me, esta ansiedade começou bem cedo, o que não em vai deixar levar os planos todos a cem por cento, os planos que eu tinha para este dia. mas ora bem, pensar positivo e que vai correr tudo bem. quando chegar a hora de entrar em palco é... só sorrir.

10.11.10

centésima vigésima quinta

sabem aqueles dias péssimos péssimos péssimos que temos às vezes? quando o mundo está completamente contra nós e nada nos corre bem. por mais que tentemos fazer algo bem, corre sempre mal. como o que me aconteceu agora (ou melhor, durante todo o dia), que agarrei numa caneca e a parti logo em cacos. bem, não foi bem cacos, por sorte ficou inteirinha, mas partida, obviamente. terminei o dia em grande. ah, sim, este é um desses dias.

13.10.10

distância

Sinto-me mal às vezes, sinto como se a culpa fosse minha. Na verdade, e o mais lógico, é que não é. Mas parece sê-lo. Há exactamente quatro meses atrás, todos chorámos e jurámos por tudo que nunca nos iriamos esquecer de nada. De cada momento. De cara sorriso. De cada choro. De tudo. Quando demos o ombro para chorar uns aos outros, as aulas, as bacoradas, os momentos de riso total, as horas de almoço. Acima de tudo, e os melhores momentos, os de cúmplicidade. Acho que será impossivel alguém esquecer-se. Mas todos estamos divididos, todos temos novas pessoas, novos caminhos a seguir, novos objectivos, novos obstáculos. Separámo-nos, por mais duro que seja de ouvir/dizer. Custa-me, sim, ver-vos juntos e eu não estar presente, mas isto foi o futuro que decidiu por mim, eu não me meti nisto. Antes tivesse metido, para ser franca. Eramos uma família, para onde ia um, iam todos. Se um chorava, todos tentavam repor um sorriso. Se um caía, todos corriam para ajudar. Se um ficava em casa doento, íamos todos visita-lo a casa. Tudo como uma familia, como sempre o fomos. Durante nove maravilhosos meses.
E agora? Agora, eu não sei. Jurámos que seria para sempre, mas estou convencida de que o sempre não dura assim tanto tempo. Eu achava realmente que sim, mas enganei-me, fui demasiado ingénua. Aliás, fomos todos. Acho que todos achámos que o futuro iria estar do nosso lado e fosse fazer de tudo para que ficássemos para sempre únidos. Afinal a culpa não foi nossa, não é? Foi do futuro. Ou não, terá sido mesmo nossa? Todos tivémos culpa, para ser sincera. Fomos ingénuos. Gostava de fazer com que tudo voltasse atrás e fazer a escolha acertada. Mais uma vez errei, mas na verdade os erros fazem-nos crescer, não é verdade? A mim, neste caso, não me fez crescer, fez-me arrepender ainda mais. Do meu ponto de vista sou eu que tenho a culpa, e quem me dera não a ter. É demasiado mau olhar para trás e ver tudo o que foi nosso um dia, ser ocupado por outros. Uns quaisquer. Nenhum previa isto. Mais um erro que cometemos. Além de acharmos que tudo fosse durar para sempre, fomos estupidos ao achar que tudo o que criámos com todo o amor e carinho, fosse apagado e feito novamente, por outras pessoas. Eu não queria, mas isso está a acontecer. É como o fim do Mundo, ninguém o conseguirá evitar.
Quero chegar-me ao pé de vocês, e dizer-vos tudo o que sinto. Tudo o que nunca vos disse alguma vez. Sempre fui o mais sincera possivel, mas nunca disse tudo o que tinha cada dentro. Quero dizer, pensando bem, naquela altura era tudo um conto de fadas, eramos apenas adolescentes amadores que não pensaram no futuro. Agora, preocupamo-nos demasiado com ele, acham mesmo que não o deveriamos fazer? Dava tudo para voltar atrás e vos abraçar naquele último dia. No último dia de novo meses; os melhores nove meses da minha vida. Vocês mudaram-me, quer queiram quer não, e eu por mais que vos diga "Obrigada por tudo" e vocês agradeçam, nunca será suficiente. Sei que não foram oito anos, como maior parte de vocês. Foi apenas um. Mas que valeu por tudo o resto. Cada mês foi como um ano. Cada dia como um mês. Cada segundo, foi mais um pedaço de coração preenchido.

10.10.10

sentimento de culpa

Às vezes sinto-me uma grande besta. Sou orgulhosa de mim mesma e sou incapaz de pedir desculpas a alguém. Consigo assumir um erro, mas só para mim mesmo. Não sou capaz de dizer alto que todos têem razão e quem está errada sou eu. Parece que a minha lingua gosta mesmo de dizer "Eu é que tenho razão!", é isto, e mais nada. Muitas vezes perco tudo o que quero ou tenho, tudo graças a esta minha maneira de ser. Se gosto de ser assim? Não, odeio! Gostava de perder este meu feitio, gostava de não ser orgulhosa. Cada vez mais dou razão aos meus pais: eu sou egoísta, orgulhosa de mim e não sou humilde. Mas mais uma vez, quando me dizem isto, sou incapaz de lhes dar razão e dizer "É verdade, eu sou assim". Assumo os meus erros, mas não em voz alta.
Mas também, alguém pára na vida para me dar um bocado de razão? Ninguém. Todos gostam de me contrariar e dizer que estou errada, e que sou isto e aquilo. Mas quando eu faço alguma coisa de bem, parece que é como se não acontecesse. Tento fazer alguma coisa bem, uma boa acção, e é como se não o tivesse feito. Por vezes acaba por correr mal e mais valia ter estado quieta, mas ao menos tento remediar e fazer algo bem, mas todos acabam por não me dar o devido valor. Gostava de às vezes não ouvir certas coisas, que, mesmo que não dêem conta, magoam-me. Dizem que tenho um coração de pedra, mas eu sou mais sensível do que o que imaginam. Sim, é verdade, não se esqueçam que eu não demonstro os meus sentimentos, e sou fria muitas das vezes. Mas eu sózinha, choro e choro, e sofro, e ninguém dá por isso. Talvez seja por essa mesma razão que dizem que eu não tenho sentimentos e que sou demasiado rude. Quero mudar-me mas não consigo. Quero ser uma pessoa humilde que mais tarde venha o Papa ter comigo e tornar-me santa por todas as coisas boas que fiz na vida. Não, não exageremos. Mas quero ser uma pessoa bondosa, tanto com a minha familia, amigos ou desconhecidos. Talvez o grande problema é eu ter demasiados dias maus. Será? Não, até porque eu estou feliz todos os dias, mesmo que não tenha tudo o que quero da minha vida. Mas não interessa, quero um dia ser recompensada por as coisas boas que irei fazer a partir de hoje. A partir de hoje! Prometo, palavra de escoteira!
Não, eu não sou escoteira.

26.9.10

desabafos

Aqueles dias em que só apetece fugir? Sim, eu tenho imensos dias desses. E todos eles por causa dos meus pais. Não tenho orgulho naquilo que sou, não tenho mesmo. Mas, também não gosto de ouvir coisas como que eles não tem orgulho em mim, porque eu isto e porque eu aquilo. Parece que eu aos olhos deles, eu sou tudo menos perfeita, e não tenho uma única coisa boa em mim. São coisas que custam ouvir e saber que eu não consigo mudar. E depois tenho as consequências. Mas a verdade é que eles me tratam como se eu tivesse cinco anos e como se eu não fosse responsável. Às vezes também me custa ouvir dos meus amigos "sim, já sabemos como são os teus pais!", eu não gosto que eles sejam assim. Eu cresci, não sou uma miúda. Há coisas que eu não faço só para mostrar como sou responsável. Mas não, eu para eles sou tudo menos isso. Quero dizer, eles lá dizem que confiam em mim e tudo mais, mas eu sei bem que não.
Depois é o meu irmão, que é sempre defendido. Qualquer coisa que eu lhe diga ou faça, parece que o mundo cai. Mas quando é ele a fazê-lo a mim, já é totalmente diferente. E são coisas como estas que me deixam cheia de nervos e nojo de mim. Mas não é só de mim. Chego ao ponto de dizer que tenho nojo deles e que os odeio. Eu na verdade não sinto isso, não. Muitas das vezes é o que sinto, mas eu sou demasiado impulsiva naquilo que digo, e digo-o sem pensar. Isso é um defeito demasiado grande em mim. É graças a isso que eu perco. Eu gosto muito de vocês, mas, se querem que eu mude, mudem vocês também, por favor. Quero dizer "amo-vos pai e mãe, somos uma familia feliz", mas nós vivemos quase num buraco negro.